"BBB17" menospreza público e vira o mico do ano.
Quem aí ficou ansioso quando o Tiago Leifert anunciou uma grande mudança no "BBB17"? Muitas hipóteses passaram pela minha cabeça: Casa de Vidro, novos participantes, ex-BBBs e até o cancelamento dessa edição! Siiiiiiiiim!!! Fiquei especulando mil coisas, mas quando a razão deixou a emoção um pouco de lado, vi que essas opções eram praticamente impossíveis pelo andamento da edição, e logo na sequência, Tiago anunciou ‘o muro’.
Esse muro não é novidade para nenhum telespectador de "Big Brother Brasil", e surpresa também não foi – a votação na Emilly para a falsa eliminação junto com a escolha dos seus ‘amigos’ para dividir o lado mexicano da casa. É... Parece que a magnífica reviravolta prometida pelo apresentador flopou, indo ao encontro dessa 17ª edição.
Inegável é dizer que pelo menos nas redes sociais houve um "rebuliçozinho"... E muitas comparações com a colunista aqui que vos escreve. Ah! Para, ow!!! Comparar a minha eliminação falsa com a da Emília não dá não! No "BBB Raiz" o público decidiu em um paredão falso qual brother ganharia o presente. No "BBB Creme de Avelã" – nem ouso escrever Nutella, porque foi tudo meio genérico, meio similar sem identidade – a participante foi votada pelas mesmas pessoas que a colocaram no paredão um dia antes. Muita emoção envolvida, só que não.
A decisão da produção em movimentar essa edição e tentar ressuscitá-la é digna e louvável, mas simular uma falsa eliminação (quanta criatividade), colocar um muro inspirado em Donald Trump e esperar que o programa saia da UTI é o mesmo que colocar a conta do muro no México, nesse caso, na conta do público.
Um muro com remendos e buracos pelos quais Rômulo, diplomata ditador de regras e comportamento, estabelecido no lado opressor da casa, Estados Unidos, foi espiar e acabou por enterrar a mínima dúvida sobre o paradeiro de Emilly. Mister Rômulo desvendou, em poucas horas, o "algo grandioso" que o "Grande Irmão" preparou para nos entreter e dar vida à casa.
A tentativa resultou em um mico estratosférico, onde a credibilidade do programa foi colocada à prova e também a nossa inteligência. Acredito sim, que o "BBB" seja idôneo, que as votações sejam verídicas, mas acredito também na manipulação por parte das edições e contextos, que favorecem – e desfavorecem – determinados participantes.
Não acredito que a produção quis criar, recriar ou fazer alusão à Ana Paula, a produção quis foi movimentar esse jogo sem graça e sem um enredo que nos envolva, sem história para desenrolar, sem participantes para amar e motivos para torcer.
Pula para o 18, porque esse "BBB17" já não deu o que tinha que dar.
https://tvefamosos.uol.com.br/bbb/bbb17 ... do-ano.htm
Penso, logo bustamanteio.