Bota uma coisa na cabeça: a Dilma já está fazendo cortes nos gastos do Governo faz mais de ano. A escolha do Levy, agora, só coroa o fato. Não adianta você colar 200 textos fatalistas ou 300 textos sob análises econômicas de determinado momento. Era extremamente previsível que o segundo mandato dela seria pautado pela austeridade. Para chegar nessa conclusão, basta um pouco de pragmatismo (a inflação está descontrolada), mas eu entendo que é impossível você e os demais estagiários do Tea Party brasileiro tentarem pensar com menos preconceito, agressividade, raiva e revolta. Aliás, algum de vocês está comprando títulos da dívida pública, via Tesouro Direito? Será que quando uma LTN paga 13,39% a. a., vocês ficam tão raivosos assim?Jorginic escreveu:
O meu ponto de discordância com você era o de apenas não concordar em dar como óbvia uma mudança até então imprevisível, que é o da condução da politica econômica de um segundo Governo Dilma (ao que passei a incluir sua arrogância e soberba, duas características que desaprovo fortemente). Enquanto você fazia sua "acertada previsão", eu e a maioria dos debatedores do tópico de politica nos restringimos a analisar o primeiro mandato da presidantA e comparar as politicas econômicas dela com as que eram propostas pelo Aécio - o que tendo em vista o discurso da Dilma em plena campanha, com suas duras e infundadas criticas para com o Armínio Fraga, faz com que eu considere sim a indicação de Levy uma espécie de estelionato eleitoral e me sinto no direito de chamar de contrassenso.
"Tida como contrassenso para quem não entende nada da matéria"
A titulo de curiosidade, vou passar um trecho de um relatório do Fundo Verde (o mais aclamado do Brasil), que li esses dias.
"Em linhas gerais, é essa a pergunta que nos fazemos para o resto da economia. O
que será da economia com a parada de arrumação fiscal que virá? Aliás, aqui temos a
maior surpresa doméstica: vencidas as eleições, a Presidente entregou o manejo da
economia a um consagrado “fiscalista”, que até há pouco colaborava informalmente
com o programa da oposição, e era bastante crítico das políticas econômicas
empregadas no primeiro mandato da Presidente. A escolha de Joaquim Levy para
aparar as arestas da economia é, em nossa opinião, a melhor escolha imaginável, na
medida em que vemos nele não apenas um ministro, mas um norte claro em termos
de política fiscal."
O texto começa dizendo que 2014 foi um ano de surpresas...
Ou seja, o Luiz Stuhlberger e sua equipe também não devem entender nada da matéria. Aliás, nem o próprio Levy, que era um critico do primeiro mandato Dilma, pois se soubesse que seria o futuro Ministro da Fazenda, imagino que não teria se manifestado contra os futuros "chefes".
E veja, o Governo Dilma merece inúmeras críticas, pois foi uma belíssima porcaria. O problema é quando a desonestidade intelectual começa a chover. Quer um exemplo? O Ministro da Justiça é um mero auxiliar do Presidente da República. A Polícia Federal é um órgão do Ministério da Justiça. Em que Governo, na história deste país, a PF está com tanta liberdade para aloprar com esses vermes do Petrolão? Pois é. Mas nunca li uma mísera linha de elogio neste sentido. Realmente, a Presidente é uma "anta" por permitir tal liberdade que pode, inclusive, acabar com a carreira dela.
Sobre arrogância e soberba, desculpe-me se não fico passando açúcar no que escrevo, não sabia que num fórum de homens isto seria necessário.