Mensagem
por Molecula » 13 Dez 2014 15:36
Como estou com um tempo sobrando agora, peguei um livro do Bertrand Russell que tenho aqui, em que em uma parte há um debate dele com um padre.
Segue..
"-Russel: Mas o Sr. não pensa que existe uma abundância de casos mencionados de pessoas que acreditam que ouviram o Diabo falar-lhes em seus corações, exatamente da mesma maneira em que os místicos afirmam deus fazer - e não estou falando de uma visão exterior, estou falando de uma experiência puramente mental. Esta parece-me ser uma experiência do mesmo tipo que a experiência mística de deus, e não vejo que a partir do que a mística nos diz o Sr. possa obter qualquer argumento a favor de deus que não seja igualmente um argumento a favor do Diabo.
(...)
-Russel: O fato de que uma crença tem um bom efeito moral sobre um homem não é uma evidência qualquer em favor de verdade."
Aqui a parte sobre quem acha que um cético desprezar qualquer coisa ilógica é ofensa:
"-Padre Copleston: Se se trata de uma questão que para o Sr. não tem siginificado, é obviamente difícil discutí-la, não é?
-Russel: Sim, é muito difícil."
Veja bem, para o cético(meu caso) estes assuntos não tem qualquer significado. Por isso, respondemos a esse assunto, como se fosse um outro qualquer(o que de fato é).
Agora, por mim, a psicografia para pais que tem um tipo de fé é muito benéfica(apesar de eu achar tudo mentira). Tenho parente que perdeu o filho aos 17 anos, e é nítido que faz bem para ele saber que o filho dele psicografou algo(mesmo eu sabendo que é irreal), pois ameniza a sua dor.
Portanto, mesmo eu achando charlatanismo qualquer prática religiosa, há casos, que para quem a procurou, tanto faz para ela se é verdade ou não, ela só quer algo diminua a sua dor(Agora, se é o melhor método para amenizá-la são outros 500).
Abraço!
“Meu jugo é suave e meu fardo é doce!”