Kabeça Grande BJJ escreveu: ↑15 Dez 2022 08:42
Mentira.
Seria assim:
Coé.
Coé o que irmão?
Me chama de irmão não brother.
Fala aí.
Fala tu, quem ligou foi tu, mané!
Então, tô com teu lanche aqui, desce pra buscar.
Coé.
Coé o que?
Tá de caô? Sobe com isso.
Olha seu Didigo, se tu quiser agora resgata teu lanche na lanchonete. Perdeu.
7 minutos depois:
Ae motoca safado. Que bom que tu atendeu. Cadê meu lanche!?
Teu lanche tá aqui na lanchonete. Vem buscar, mané.
Tu sabe com que tu tá falando?
Sei com um vacilão. Aqui é área do Caixa D'água, controle da Liga da Justiça. Se tu quiser vem buscar. É esse o papo.
Ahhh filhodaputa. Aqui é favela do casaco moiado, CPX do macaco doido, CV mané, se tu não brotar com meu lanche vou aí esculachar tua moto...
Toc toc toc...
Quem é?
É o movimento, abre o barraco que a gente vai dar a visão.
Fala, tô com um motoca na linha.
É tamo ouvindo teus grito do lado de fora. Seguinte, tu falou que aqui é CV, CV é o caraio, agora nois é TCP puro, tomamos a favela ontem, pega uma muda de roupa e some da favela ooo arrombado se não vou dar tiro na tua cara.
Linha cai
Motoca:
Carai, tomaro o barraco do vacilão do Didigo, vou lá fora fumar um cigarro...
Eee carai, cadê minha moto? Robaro minha moto, mané.
Polícia: qual foi cidadão.
Robaro minha moto.
Da 300 conto que nois vamo atrás.
Porra, mas eu pago a taxa de 70 de proteção por dia.
Tá reclamando do sistema? Da os 300.
Ah... Deixa quieto, era cabrito mesmo, perdi, depois puxo outra.
Me dá os 300.
Não precisa mais ir atrás. Já falei.
Mas é 300 pq é a taxa de quem tem moto roubada.
Eu perco o bode e tu me cobra ainda, chefia?
Ae Peçanha, passa esse folgado pra servir de exemplo pra ninguém reclamar com noiixxx em público.
Papapapapa tumtumtum ratatatata.
Resultado do diálogo:
Uma barraco tomado.
Uma CG 99 com motor de Twister 2005 roubada.
Didigo sem lanche e sem barraco.
Motoca sem moto e sem cabeça.
Pessanha e chefe sem arrego.
Dono da lanchonete com um cliente a menos, com um lanche frio que ele vai vender pelo dobro do preço, sem motoboy, e com o cu na mão da milícia descobrir que ele clona cartão dos clientes (clonou até do Didigo) e não tá repassando uma fatia do bolo.
Um dia comum no Rio...